
Tenho postado pouco, bem menos do que gostaria mas não por falta de vontade e sim por falta de tempo. Clichê? Também acho mas o que está acontecendo nesse mercado do Rio de Janeiro? Iniciei minha carreira em plena crise da construção civil. Época em que a maior dificuldade do arquiteto e do engenheiro era conseguir um emprego formal. Hoje, sobram empregos nessa área mas a rotatividade dos profissionais está desgastante. Hoje o emprego vale pouco para muitos. A quantidade de oportunidades gera a falta de comprometimento afinal, se comprometer pra quê se eu posso sair no mês que vem? Aviso prévio, pelo lado do profissional virou apenas mais um encargo pra mesa de negociação e não uma questão de ética para com o próprio trabalho. Isso mesmo, a ética também deveria ser para com o trabalho que aquele profissional estava desenvolvendo.
Tarefas descontinuadas ficam muito mal resolvidas e ficam com jeito de tarefas mal feitas. Adoro trabalhar em equipe e adoro gerenciar pessoas. Gosto de ser o maestro e de ver as coisas acontecerem da forma como planejei mas quando vou pro front... é muito melhor. Os projetos ficam redondos e os processos ganham velocidade. E então vem a dúvida: Crescer e sobreviver ao vai-e-vem dos profissionais ou estancar, segurar as rédeas e ficar no eu (quase) sozinha?
Vou reler Karl Marx e Thomas More. Talvez eles me tragam a resposta.