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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Casa-toca



Quem me mandou estas fotos não revelou a fonte e portanto eu não sei (ainda) qual foi o objetivo do arquiteto ao criar um projeto como este e nem tampouco o por quê do cliente aceitar ou ter ele mesmo encomendado um projeto assim. Com certeza deve haver uma explicação melhor do que complexo de tatu ou medo de terremoto. Será que é isso? Ou vai ver o cara é fanático por golfe...O projeto até conseguiu aliar conforto a essa forma e aparentemente, também resolveu todas as ventilações voltando todos os cômodos para a área aberta mas se a intensão foi mais segurança, a mim, transmite muita insegurança pois tenho a impressão de que a qualquer momento alguém vai colocar a tampa dessa fossa e me fechar lá pra sempre. Nem sei como seria a aprovação de um projeto desses porque nunca vi uma edificação só com os "subsolos". Só o metrô.



quarta-feira, 26 de maio de 2010

Essa é a foto que vi logo cedo quando peguei o jornal na minha porta. Não foi a foto que me chocou, visto que eu passo nesse rio todos os dias e sim a manchete: ESTADO JOGA UM TERÇO DO LIXO EM RIOS E ATERROS IRREGULARES. Pois é, eu estou a oito meses com um terreno parado, sem poder começar a obra, porque esse foi o tempo que o INEA precisou pra saber que a minha obra não afetaria o meio ambiente pela proximidade com o rio que passa atrás dele. E eu não sou a única. O que a gente vê por lá são pessoas a beira de um ataque de nervos com tamanha demora. Idem para a emissão das Licenças Ambientais na SMAC. É preciso que haja consenso e o entendimento de que a sociedade e o poder público devem andar juntos na preservação do meio ambiente. O rigor na exigência dos fatores de proteção ambiental deve ser o mesmo para todos: empresas e órgãos governamentais. Enquanto os governos não conseguem (e eu sei que tentam) implementar as medidas de proteção que todos desejam, também devem entender que as empresas precisam caminhar, os processos precisam de maior agilidade e menos burocracia. Ninguém suporta um ano de processo de construção. E não se trata de processos mal formados e incompletos. Ninguém consegue apresentar todos os documentos da forma "correta", simplesmente porque ninguém consegue saber extamente o que será exigido. Minha dica pra hoje, depois dessa lamentável manchete é a seguinte: Inicie os processos ambientais (INEA, L.P., L.I., F.N.A.) o quanto antes. Assim que você tiver o projeto de construção pronto. Não espere que seja exigido pela SMU. Se o seu projeto tem mais de 10.000m2 de A.T.C., protocola assim que for possível, se programe para ir até lá uma vez por semana pra "empurrar" o processo pra ele andar e acende uma vela pra Santo Expedito que é o santo das causas impossíveis.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Trincheiras

Hoje estive na CEDAE e fiquei revoltada (não sei como eu ainda fico) com a constatação de que está virando uma tendência na estruturação física de alguns órgãos públicos o entrincheiramento de alguns setores. O acesso ao setor técnico tem várias triagens e você só entra depois de anunciado e aprovada a sua entrada! Senti a mesma coisa na CET-RIO. Porque não podemos entrar, ter acesso ao processo, falar com as pessoas? Eles estão se protegendo de quê? Que tipo de segurança é essa que a gente se sente barrado nesses órgãos públicos, quase como intrusos? Essas pessoas estão ali trabalhando para toda a comunidade ou não? Quero o velho balcão de atendimento onde a gente olha no rosto das pessoas e ouve delas o que está acontecendo! Bato palmas aos avanços tecnológicos, consulta pela internet (Uau!), email com despacho, maravilha. Mas se a gente quer ver o processo e falar com a pessoa que está dizendo o que você tem de fazer pra aprovar o seu projeto ou não, é direito do contribuinte. Abaixo as trincheiras!

sábado, 15 de maio de 2010

Trocando datas






Essa plotagem não vai agradar a uns e outros (caso eles leiam esse blog, o que não acredito que vá acontecer tão cedo) mas o objetivo desse blog é também desabafar então, vou falar (ops, digitar). Prestem atenção às datas dos despachos dos seus processos. Eu e outros colegas temos notado e comentado que as vezes os despachos na SMU e SMAC estão surgindo com datas anteriores às consultas que fazemos e constatamos não haver despacho. Ou seja, você comparece ao protocolo pra ver se tem carga nova e não tem. Você faz audiência, esclarece e/ou se informa do andamento da análise do projeto com o técnico que está com seu processo e vai embora. Quando você retorna dias depois pra fazer tudo de novo, a carga (despacho) com as exigências está com a data anterior à data em que você esteve lá anteriormente. Ou seja, se o seu cliente for dar uma olhadinha no processo vai achar que você largou o caso ou que está comendo môsca! Sempre que for possível, registre o seu comparecimento. Eu nunca reclamei dessa "imprecisão" de datas por pura política de bom convívio e estratégia para lidar com eles e também por não ter sido até hoje realmente prejudicada por isso mas estou sempre atenta para o caso de precisar impedir esta prática. E o Decreto Municipal 31.165 de 25/9/09 que determina prazo de 30 dias para a análise dos projetos? Ah, sobre isso vou falar em outra postagem, com certeza!

Eu, a Trouxa


Fique atento quando precisar fazer retificação de metragens de um terreno para aprovação de um projeto de construção. Se houver recuo a processar, verifique com o técnico da SMU se dá pra resolver apenas com a nova configuração após a doação do recuo. Quando não se tratar de acréscimo de área e sim de distorção geométrica, pode ser ajustado na própria planta de situação do projeto. A algum tempo atrás, se não tivesse o recuo a processar, tinha que ser feito na Vara de Registros Públicos. Quando eu ainda não sabia disso, após 10 meses aguardando pela conclusão do processo de retificação de metragensm na VRP, pagando e dependendo de peritos, ouvi de um técnico da SMU que "só trouxa faz retificação de metragens na VRP em terreno com recuo a processar". Bem, a trouxa ali era eu e apesar do jeito meio brusco de dizer as coisas, tenho por esse técnico muito respeito e consideração porque ele é rabujento e chato pra caramba mas manja muito. Com esse jeito meio estúpido de ser ele já me deu grandes dicas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Que projeto é esse?



Só de pensar no trabalho que seria aprovar um projeto desses no Rj, já nos causa náusea. Mas mesmo que fosse possível, porque pelo menos por enquanto ainda não é, teria que haver uma comissão especial pra tratar do assunto porque envolve uma dezenas de aspectos de saúde e até moral.
02/05/2010 - 11h07
"Bolha" espalha imóveis de 2 metros quadrados na China
No bairro de Liulangzhuang, norte de Pequim, o mais novo empreendimento imobiliário está longe de se parecer com um dos recém-inagurados arranha-céus da cidade: trata-se de um minicomplexo de oito "apartamentos-formiga", com apenas 2 metros quadrados cada um.
Não é só o espaço exíguo que chama atenção. Quem ali mora são recém-formados que, mesmo empregados, são incapazes de acessar o superaquecido mercado imobiliário chinês, informa Fabiano Maisonnave em reportagem publicada neste domingo (2) pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com a reportagem, os gastos crescentes para financiar um apartamento se transformaram na principal preocupação da classe média chinesa. Segundo levantamento da Universidade Tsinghua, mais de 60% afirmaram que sua maior preocupação é conseguir pagar a moradia. (... )

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u729041.shtml

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Confirme a DPE/DPA


Teve uma vez, que eu estava sofrendo para obter uma Licença de Instalação (LI para os íntimos) na SMAC e depois de muitos entraves, o mais difícil estava sendo as exigências com relação ao tratamento de esgotos que a SMAC entendia ser o necessário. Depois de muitas consultas à CEDAE e também às empresas privadas que fornecem projetos, equipamentos e mão-de-obra para a execução da ETE, quase rendida de que não ia ter outro jeito se não implantar a ETE que não havia sido planejada e nem orçada, de tão incorfomada, resolvi pedir outra DPE. E qual não foi minha surpresa e alívio quando eu descobri que a minha antiga DPE, aquela que a gente tira quando aprova na SMU, estava ERRADA! Não era para constar a necessidade de tratamento. Bem, resolvi o problema levando a nova e certa DPE na SMAC mas sem esse erro da CEDAE eu teria aprovado o projeto na SMAC dois meses antes. Então, fica a dica: Se você não gostar da resposta da sua DPE/DPA, peça confirmação de vez em quando, até porque, a CEDAE está sempre fazendo obras e de vez em quando a gente se beneficia. Não foi o meu caso, mas acontece.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Se liga, INEA



E já que é pra começar, então vou dar uma dica sobre o INEA: Todo o cuidado é pouco. O DECRETO Nº42.440 de 30/4/10 (que firma convênios emtre o INEA e os municípios para a marcação das FMP's-Faixa Marginal de Proteção)já está valendo e ninguém sabe de nada lá. Um outro decreto importantíssimo, o que trata da redução das faixas em áreas atropizadas, DECRETO Nº 42.356 DE 16 DE MARÇO DE 2010, começou a funcionar agora, e pelo jeito por causa do meu processo pois ficou claro pelo vai-e-vem que o pessoal de lá estava meio perdido.

Razão de ser



Hoje perdi a paciência e surtei! Como arquiteta atuante no mercado do Rj, tenho comido o pão que o diabo amassou com os órgãos públicos responsáveis pelas diversas instâncias pelas quais você tem que passar se quiser construir na legalidade.


Como não sei trabalhar de outro jeito, salvo algumas pequenas e inofensivas excessões, o jeito é seguir em frente.


Nesse blog vou dar dicas pra quem quiser evitar muitos transtornos e posso também fornecer contatos e telefones.


E como a gente está sempre aprendendo, também estou aceitando dicas de quem quiser dar.