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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Essa é a foto que vi logo cedo quando peguei o jornal na minha porta. Não foi a foto que me chocou, visto que eu passo nesse rio todos os dias e sim a manchete: ESTADO JOGA UM TERÇO DO LIXO EM RIOS E ATERROS IRREGULARES. Pois é, eu estou a oito meses com um terreno parado, sem poder começar a obra, porque esse foi o tempo que o INEA precisou pra saber que a minha obra não afetaria o meio ambiente pela proximidade com o rio que passa atrás dele. E eu não sou a única. O que a gente vê por lá são pessoas a beira de um ataque de nervos com tamanha demora. Idem para a emissão das Licenças Ambientais na SMAC. É preciso que haja consenso e o entendimento de que a sociedade e o poder público devem andar juntos na preservação do meio ambiente. O rigor na exigência dos fatores de proteção ambiental deve ser o mesmo para todos: empresas e órgãos governamentais. Enquanto os governos não conseguem (e eu sei que tentam) implementar as medidas de proteção que todos desejam, também devem entender que as empresas precisam caminhar, os processos precisam de maior agilidade e menos burocracia. Ninguém suporta um ano de processo de construção. E não se trata de processos mal formados e incompletos. Ninguém consegue apresentar todos os documentos da forma "correta", simplesmente porque ninguém consegue saber extamente o que será exigido. Minha dica pra hoje, depois dessa lamentável manchete é a seguinte: Inicie os processos ambientais (INEA, L.P., L.I., F.N.A.) o quanto antes. Assim que você tiver o projeto de construção pronto. Não espere que seja exigido pela SMU. Se o seu projeto tem mais de 10.000m2 de A.T.C., protocola assim que for possível, se programe para ir até lá uma vez por semana pra "empurrar" o processo pra ele andar e acende uma vela pra Santo Expedito que é o santo das causas impossíveis.

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